segunda-feira, 4 de maio de 2009

Grand Cru Dark Chocolate

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Se há coisas às quais não ficamos alheios, numa passagem por Óbidos, para além da beleza do local em si, é às ginjinhas e ao chocolate. Ora, apanhado por chocolate como sou, naturalmente não ia deixar escapar a oportunidade de adquirir uns exemplares preciosos da confeitaria Coppeneur, que encontrei à venda numa gift shop.

Esta marca de chocolates gourmet é, tal como tantas outras, uma raridade de se encontrar no dia-a-dia. A não ser, naturalmente, que sejamos uns habitués de chocolatarias. Ainda assim, são produtos tão diversificados e exclusivos que, mesmo nas casas da especialidade, nem sempre conseguimos encontrar a marca da nossa preferência. Esta, por exemplo, ainda só a vi em Óbidos. Existem outras que só se vendem em Lisboa, ou no Porto. E, quem as quiser comprar, ou fá-lo pela internet, ou tem de andar uns bons kilómetros para ir até ao representante.

Naturalmente, já estarão a perguntar, o que tem um chocolate de tão fantástico, ao ponto de ser considerado um produto “exclusivo”?!

Ora, tal como o café e o vinho, também o chocolate reflecte as características do solo e do microclima da região de origem do cacaueiro. Nos dias que correm, existe uma nova tendência na maneira de produzir e apreciar o chocolate. Começou a ter-se em consideração a influência que o ambiente exerce no sabor do fruto do cacaueiro. Tal como a uva abarca as características do solo e do microclima que rodeiam a parreira, o cacau também possui o seu “terroir”.

Desta forma, o reconhecimento do local de origem do cacau, usado na confecção do chocolate, sugere uma abordagem diferente a este artigo de luxo, que chegou a ser considerada bebida sagrada pelos Aztecas. Não era o “chocolate quente”, tal como o conhecemos hoje, mas sim uma espécie de infusão apimentada.

O Cacaueiro, é uma árvore nativa das regiões tropicais da América Latina. Ocorre naturalmente desde o sul do México até ao norte da Bacia Amazónica. Medindo entre 6 e 12 metros de altura, floresce o ano todo. No entanto, somente algumas poucas flores chegam a transformar-se no seu fruto - o cacau - e a colheita, para fins comerciais, ocorre duas vezes por ano.            

O fruto, ou fava do cacaueiro, cresce do tronco, tem uma forma oval (como uma bola de rugby) de cor amarelo-açafrão ou vermelho, dependendo da variedade. Delicada, a planta exige cuidados no cultivo, como a necessidade de sombra na sua fase de crescimento - geralmente é plantada sob bananeiras e seringueiras -, além de ser susceptível ao ataque de pragas.

O controlo das doenças é feito através do desenvolvimento de variedades mais resistentes. Basicamente, elas descendem de exemplares de duas matrizes pertencentes à espécie Theobroma cacao:

A variante “forastero”, cultivada desde a chegada dos exploradores espanhóis e portugueses à Bacia Amazónica e ao Equador, e encontrado também nas lavouras do Brasil, é o "robusta" do chocolate.  Notoriamente amargo, é também o mais produtivo e resistente a doenças. Levado no fim do século XVII aos países da África Ocidental, o forastero é responsável actualmente por cerca de 80% da produção mundial de cacau.

forastero                                            

São Tomé, Java, Sumatra e Papua-Nova Guiné, foram algumas das localidades de implantação da variante “forastero”. 

A variedade “Criollo” remonta aos Maias e, mais tarde, ao Aztecas. Os grãos, são de um delicado e raro sabor. Abasteceram as confeitarias até o século XVIII, tendo desaparecido mais tarde. Hoje, são cultivados em regiões da Venezuela, Jamaica, Trinidade e outras pequenas ilhas das Caraíbas.

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A busca por procedências únicas, já produziu histórias como a do célebre cacau da vila de Chuao - na costa do mar das Caraíbas, a nordeste da Venezuela, rodeada de floresta tropical - a sua população, predominantemente negra, há séculos que se ocupa da colheita, fermentação e secagem das sementes de cacau. Já o faziam, muito antes da chegada dos espanhóis - foram eles que passaram a chamar de criollo, o cacau cultivado ali.

Descoberto inicialmente pela conceituada confeitaria Valrhona, transformou-se num alvo de disputa entre a empresa francesa e a italiada Amedei, que é aliás, a actual detentora, em regime de exclusividade, dos grãos de cacau de Chuao.

Há ainda a variante “trinitário”. Após um acidente natural que devastou as plantações de criollo na ilha de Trinidade, foi então introduzido o forastero. Resultou assim no cruzamento deste último, com os cacaueiros de criollo remanescentes, originando o híbrido trinitário, que combina características das duas variedades.

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Hoje em dia, o cacau trinitário cresce em países onde se cultivava o criollo - México, Colômbia, Venezuela e em áreas do Sudeste Asiático.

Os chocolates de origem declarada entraram em cena nas últimas décadas do século XX. Em 1984, a Valrhona lançou os primeiros chocolates identificados pela percentagem de massa de cacau (quanto mais alta, maior a pureza do produto) e pela proveniência das sementes.

A referência à origem pode ser ampla - como a indicação de um país ou de uma região – que já se encontram hoje em dia nas grande superfícies, como é o exemplo dos chocolates negros de São Tomé, Venezuela, Madagascar, etc….. ou então, específica – proveniente de uma plantação determinada, de uma safra única.   Um exemplo destes últimos, são os que eu coloquei em fotos, no início deste texto, em que, para além do país de origem, identifica-se também a plantação de onde foi proveniente o cacau, o que confere características únicas ao chocolate. 

Para se apreciar um bom chocolate, faz-se provas de degustação, em que se descrevem os sabores e aromas que permanecem na boca, bem como a textura, o estalido ao partir, etc, empregando um léxico próprio, em tudo semelhante a um bom café “nespresso” ou até um bom vinho. São comuns as expressões sensoriais contendo notas florais, baunilhados, toques de madeira, citrinos ou mesmo folhas de tabaco.

Nos chocolates, há a distinção entre aqueles que levam leite, dos que não levam – chamado chocolate negro/preto – os bons, feitos única e exclusivamente com pasta e manteiga de cacau e açucar de cana….nada mais. São por isso considerados mais benéficos para a saúde.

Naturalmente, não esperem encontrar raridades destas nas grandes superfícies, onde, com sorte, acharão chocolates das “conceituadas” confeitarias suíças ou belgas, do mercado mais industrialexcelentes referências em chocolate de leite -  no entanto, carregados de açucar, emulsionantes, aromas e, alguns, com conservantes. Normalmente, muito medíocres no que diz respeito a chocolate preto, bombons, pralinés, trufas, etc…..

Não vou entrar no campo das marcas gourmet, pois nem sequer as achamos com facilidade no nosso mercado, de qualquer forma, posso aconselhar algumas lojas onde poderão experimentar algumas iguarias:

Corallo Cacau & Café - Lisboa
O espaço é moderno e minimalista, predominam as linhas direitas e os tons neutros. São os chocolates e o café que estão em destaque. E o nome explica porquê, ou não fossem os chocolates Claudio Corallo uma referência incontornável para os amantes do chocolate. Esta é a primeira loja da marca. Aqui, ele vem no seu estado puro, sem aditivos, aromatizante e até mesmo sem açúcar se o cliente assim o desejar. Directamente de São Tomé e Príncipe para o Príncipe Real em Lisboa, é uma iguaria que torna esta loja um ponto de paragem obrigatório. No Verão, os gelados e sorvetes de chocolate vem mesmo a calhar.
Rua Cecílio da Sousa 85, 1200-010 Lisboa

Godiva Chocolatier - Ritz Lisboa
Em cinco metros quadrados pode encontrar chocolate negro, branco, cacau, trufas, bolachas e outras iguarias semelhantes. A marca de chocolate Godiva abriu uma chocolataria no interior do Hotel Ritz Lisboa e para aqui traz o chocolate gourmet que a celebrizou. Uma loja pequena com um look moderno e minimalista. Sofisticada q.b.
Rua Rodrigo da Fonseca 88, 1070-243 Lisboa

ROJOO, LDA  - Rua de Santa Justa No 84
1100-486 Lisboa
Telefone +351 21 3462253
Telemovel: +351 96 5243129
Fax +351 21 3462255
email: chocolate(at)zotter.pt
www.zotter.pt

Denegro - Oficina de Chocolate - Lisboa
Um espaço dedicado ao chocolate no coração da capital. Ele há bombons de castanha, trufas de vinho do Porto, orangettes. Do mais criativo ao chocolate tradicional, aqui não só se podem consumir estas iguarias, como pode observar-se o seu processo de confecção e até assistir a workshops e cursos onde são desvendados os segredos e truques do universo dos chocolateiros.
Rua Professor Prado Coelho 2, 1600-653 Lisboa

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Assoreamento nos cérebros!

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O assoreamento é a obstrução, por sedimentos, areia ou detritos quaisquer, de um estuário, rio, ou canal. Um pouco por todo o mundo, este fenómeno é uma das causas de morte de rios, devido à redução de profundidade.

É exactamente isto que está a acontecer no Tejo, devido ao mau planeamento que houve na construção da Ponte Vasco da Gama, com consequências, tanto para o rio, como para as populações costeiras, nomeadamente os habitantes de Sacavém.

Numa altura em que se fala de grandes obras públicas, entre elas uma terceira ponte sobre o Tejo, devemos reflectir um pouco sobre o futuro que queremos para a nossa cidade e para o nosso rio.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

A divina Ana Vidovic

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Natural de Zagreb, Ana Vidovic é uma das mais conhecidas e reputadas guitarristas clássicas da actualidade.

Começou a tocar aos 5 anos, aos 11 já tocava a nível internacional e agora, com perto de 25 anos, já conta com mais de 5 cds gravados e inúmeros prémios.

É realmente uma mulher com dedos muito refinados…. e bastante charmosa.

Aqui ficam alguns excertos do seu talento natural…. entre outros que desconheço, mas rapidamente descobriria…

Acho que não é preciso comentários…

terça-feira, 21 de abril de 2009

sexta-feira, 27 de março de 2009

Our Daily Bread

“Our daily bread”, o documentário do austríaco Nikolaus Geyrhralterm, reúne cenas da produção industrial de alimentos na Europa, que impressionam tanto pelo uso intensivo da tecnologia quanto pela indiferença dos trabalhadores em relação ao sofrimento dos animais.

O filme surge-nos sem comentários, levando-nos a inúmeras explorações na Europa, onde os alimentos são produzidos: instalações monumentais, paisagens surreais e sons bizarros – um ambiente industrial frio e sem espaço para grandes individualismos.

Este documentário também nos mostra o tipo de alimentos que nós consumimos hoje em dia revelando-nos a verdade acerca de um assunto que todos conhecemos mas que na realidade queremos esquecer: o que está de facto dentro do nosso prato!

O "olhar" mecânico da câmara de filmar, transmite-nos, de uma forma brutal e difícil de digerir, os métodos de produção e transformação de alimentos nos dias de hoje. O resultado é impressionante... como que se de um soco no estômago se tratasse.

“Our daily bread” ganhou inúmeros prémios e menções honrosas, mostrando um mundo cru, em jeito de pesadelo, mas um pesadelo que foi criado pela nossa política, pelos nossos mercados e sua tecnologia.

Dá que pensar...

segunda-feira, 23 de março de 2009

terça-feira, 10 de março de 2009

Simplex não temos, está esgotado!

O afamado Cartão do Cidadão do brilhante Eng.José Sócrates, veio para nos facilitar a vida.
Ora, caso seja do vosso desconhecimento, se ainda sejam portadores do Bilhete de Identidade (meu caso), guardem-no religiosamente, ou vão ter uma carga de trabalhos para conseguirem ser detentores do novíssimo Cartão do Cidadão.

Actualmente, Certidões de Nascimento é papel para retrete, não serve para nada provarem que existem, onde nasceram, quando e que nome têm. É informação desnecessária...

O que se passa é que, caso sejamos assaltados, roubados, ou simplesmente percamos a carteira, como se não bastasse toda a burocracia em volta dos documentos oficiais e gastos associados, resolveram agora exigir que nos façamos acompanhar de testemunhas!.... que possam certificar que... realmente existimos! Não interessa quem são, se têm registo criminal, se são toxicodependentes, se lhes pagaram para aparecerem lá, ou se são simples amigos(as).... têm é que apresentar um BI, ou outro documento, e testemunhar que vocês, são realmente vocês!
Mas para isso, têm de os convencer primeiro para vos acompanhar na fila, pois eles, tal como vocÊs, têm de esperar e estar presentes...hehehe! Pasme-se, o Simplex da coisa!

Vai daí, dei de caras com este texto da Clara Ferreira Alves, e não resisti...

Este texto está tão bom e retrata tão bem a realidade das Lojas de Cidadão, que achei extremamente pertinente colocá-lo aqui no Blog.

Ora leiam:








" A vida é simples. Dizem por aí. Excepto quando temos de tratar de um documento oficial e recorrer a essa espessa teia de burocracia e incompetência, desleixo e má-criação que se chama Administração Pública. No que toca à produção de documentos oficiais, cartões, certidões, certificados, e vulgares documento conhecidos por papelada, a Administração do Estado faz o que pode e o que não pode, esmera-se, para nos fazer a vida negra.O cidadão José Sócrates criou o Simplex, com a ajuda de uns cérebros que, dizem, acham que a vida é simples. O Simplex destina-se a integrar num único cartão o cartão de identidade, o cartão de contribuinte e o cartão de utente. O Simplex destina-se, adivinharam, a simplificar as nossas vidas. Lá vimos na televisão, em horário prime (e nunca subprime), o cidadão José Sócrates entrar numa Loja do Cidadão e receber, novinho em folha e a cheirar a lavado, o seu Cartão do Cidadão. Acompanhado de uma legião de câmaras, microfones, assessores, ministros, secretários, elementos do povo e socialistas amigos.

E eu pensei, será que é assim tão simples para o cidadão português que não é primeiro-ministro? A minha experiência de Lojas do Cidadão é má. Duas horas à espera de renovar um passaporte que teve de ser renovado no Governo Civil "porque era mais rápido". As Lojas do Cidadão são uma boa ideia, mas são uma boa ideia escassa, e essa escassez determina que estejam a abarrotar de gente e obriguem qualquer trabalhador a perder umas horas. Lá me dirigi com um menor que necessita de renovar o BI a uma Loja do Cidadão. Sábado, cerca das duas da tarde. A Loja estava mais ou menos cheia, isto vai correr bem, pensei. Desci ao piso inferior e perguntei onde se tratava do Cartão do Cidadão. Aí, aquela noção de atendimento público que dispensa a cortesia e se lambe como um gato quando vê um pássaro, determinou uma pequena gargalhada seca da funcionária: -Hoje, oh minha senhora, isto vai fechar, hoje não pode ser. Viesse de manhã.

Mas, balbuciei, as Lojas fecham de tarde? "Pensei eu de que", para os trabalhadores portugueses não faltarem aos postos de trabalho, as Lojas estavam abertas ao sábado, altura ideal para tratar da burocracia sem parar a produção nacional. Ou meter faltas justificadas. Ela sorriu: -oh não, de manhã dá tempo mais que suficiente para tratar de tudo, era o que faltava que não tivéssemos fim-de-semana.
Ah, eu não sabia que isto era uma coisa pessoal entre mim e ela, o fim-de-semana dela contra o meu, digamos. Muito bem. E, inquiri polidamente: -Que fazer para renovar o BI? - Ah -disse ela com um esgar- isso é muito complicado. Escusa de vir ao sábado que não vai ser atendida. -E de semana? -De semana tem de vir logo às oito da manhã, para arranjar senha às oito e meia. E mesmo assim não garantimos que consiga ser atendida no próprio dia. -Como? Às oito e meia não consigo ser atendida no mesmo dia? - Não garantimos nada, há muita gente a precisar do Cartão do Cidadão. - Então, como é que sei se sou ou não? -Tem de esperar, como toda a gente. E logo se vê se arranja senha. O mais certo é não arranjar.

Então, continuei a balbuciar: -Que fazer? Vir para cá todos os dias às oito e meia esperar sentada numa das cadeiras que vexas quase não providenciam? -Olhe,..(disse toda "compincha")... isto do Cartão do Cidadão está uma loucura. Tanta gente... (suspiro cansado). O melhor é dirigir-se a um dos postos alternativos que tem neste papelinho (entrega papelinho) e pode ser que tenha mais sorte. (Anote-se a palavra "sorte" neste contexto profissional)

Deu-me um papelinho com quatro moradas, duas fechavam às 16 horas (hora a que os trabalhadores portugueses podem tratar das suas coisas sem faltar) e duas, no outro lado da cidade (Olaias e Campo Pequeno) fechavam às 19h30.
-Olhe que a que fecha mais tarde tem sempre muita gente, parece! - disse.

Simplex de cabeça como sou, fui à Internet, onde diziam que podia marcar uma hora de atendimento por mail. Enviei o mail, de modo a que o adolescente com caduco cartão não tivesse de faltar às aulas. Só aceitavam marcações dali a dois meses e meio. Tentar mais tarde. Tudo muito difícil. Resolvi telefonar para um dos números disponíveis de atendimento. Nunca, dias a fio, uma voz atendeu um daqueles números. Regressei à Loja do Cidadão às oito e meia, sem o interessado, pensando poder retirar uma senha. Uma multidão. - Para hoje já não temos nada, tente amanhã. E o menor tem de vir, o Cartão é dele.
Donde, o interessado teria de faltar todos os dias às primeiras aulas até conseguir uma senha. Ou faltar para ir aos postos. E esperar. É esta desordem relapsa e contumaz o Simplex Cartão do Cidadão do senhor primeiro-ministro."

Viva ao Simplex!!!

Bear Grylls - Siberia

Atenção, este é forte.....

Man vs. Wild: Bear Meets Camel

Sou um fâ deste cromo!

O gajo é aventureiro por natureza e já tem um currículo interessante, incluíndo em séries de televisão. Com certeza já devem ter visto alguns episódios dele no Discovery Channel, mas entre tantos que adorei, fica um que gostei particularmente.

Não houve morte gratuita do animal e, ainda assim, não deixou de ser nojento! hhehehe


sábado, 17 de janeiro de 2009

80º Aniversário do Popeye


Há precisamente 80 anos, em plena época da Grande Depressão (lembra-vos alguma coisa??), nascia o marinheiro Popeye, a sua amada Olivia Palito e o inimigo Brutus.

Criado pelo cartoonista norte-americano Elzie Crisler Segar, através da banda desenhada Thimble Theatre, foi posteriormente adaptado para cinema em 1933, tendo discutido popularidade com o conhecido rato Mickey.

Graças a ele as nossas mães obrigavam-nos a devorar a sopa de espinafres, para que nos fizéssemos uns homens fortes e, quem sabe.... zarolhos!

A título de curiosidade, ficam a saber que o Popeye foi um dos ícones mais tatuados nos braços do militares que participaram na II Grande Guerra.

Aqui fica o primeiro desenho animado do bravo marinheiro, ainda a preto e branco :)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Amy Macdonald - This Is The Life [Official Music Video]

Já vos aconteceu gostarem de uma música, mas ao mesmo tempo detestarem...?

Pois, é exactamente essa sensação que esta música me provoca. Gosto do ritmo meio cavalgante, ao estilo Country, mas ao mesmo tempo acho que não vale nada!

Até um mix do Paul Oakenfold tem mais variantes que esta música...

Apetece-me bater-lhe de tanta repetição que faz... mas ao mesmo tempo, sempre que a ouço, mesmo a reclamar, ouço-a até ao fim...

Aqui fica a letra:

Amy MacDonald - This is the life

Oh the wind whistles down
The cold dark street tonight
And the people they were dancing
To the music vibe

And the boys chase the girls, with curls in their hair
While the shocked too many just sit way over there
And the songs get louder each one better than before

And you singing the song thinking this is the life
And you wake up in the morning and your head feels twice the size
where you gonna go, where you gonna go, where you gonna sleep tonight?
And you singing the song thinking this is the life
And you wake up in the morning and your head feels twice the size
Where you gonna go, where you gonna go, where you gonna sleep tonight?
Where you gonna sleep tonight

So you're heading down the road in your taxi for 4
And you're waiting outside jimmy's front door
But nobody's in and nobody's home till 4
So you're sitting there with nothing to do
Talking about Robert Riger and his motley crew
And where you gonna go, where you gonna sleep tonight?

And you singing the song thinking this is the life
And you wake up in the morning and your head feels twice the size
Oh where you gonna go, where you gonna go, where you gonna sleep tonight?
And you singing the song thinking this is the life
And you wake up in the morning and your head feels twice the size
Where you gonna go, where you gonna go, where you gonna sleep tonight?
Where you gonna sleep tonight

And you singing the song thinking this is the life
And you wake up in the morning and your head feels twice the size
Oh where you gonna go, where you gonna go, where you gonna sleep tonight?
And you singing the song thinking this is the life
And you wake up in the morning and your head feels twice the size
where you gonna go, where you gonna go, where you gonna sleep tonight?

And you singing the song thinking this is the life
And you wake up in the morning and your head feels twice the size
Oh where you gonna go, where you gonna go, where you gonna sleep tonight?
And you singing the song thinking this is the life
And you wake up in the morning and your head feels twice the size
where you gonna go, where you gonna go, where you gonna sleep tonight?

Where you gonna sleep tonight?

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Um último adeus...




















Era conhecida por "sonecas"...




















" Porém, sempre disposta a brincar..."




















"Até embalada eu fui "




















" Mas na praia é que queria estar...."




















"Para bons momentos contigo partilhar..."


Adeus, Duca...
Até sempre...

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Os Portugueses e o estacionamento pago...

Recebi esta fotografia no meu mail e não podia deixar de a colocar aqui.

Simplesmente, genial...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

E para comemorar este evento tão especial...


Hoje o entrecosto é por minha conta! He he he !!!


Jocas e Abraços
Gonça

Nova Imagem




Já se passaram alguns anos e achei que o meu Blog estava a precisar de uma imagem mais refrescante! :)

Espero que gostem!

Bancos vs Padarias


(Esta carta foi direccionada ao banco BES, porém devido à criatividade com que foi redigida,
deveria ser direccionada a todas as instituições financeiras.)

Exmos. Senhores Administradores do BES
Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina da v/. Rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da tabacaria, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.
Funcionaria desta forma: todos os senhores e todos os usuários pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, farmácia, mecânico, tabacaria, frutaria, etc.). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao utilizador. Serviria apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade ou para amortizar investimentos. Por qualquer outro produto adquirido (um pão, um remédio, uns litro de combustível, etc.) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até ligeiramente acima do preço de mercado.
Que tal?
Pois, ontem saí do BES com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e honestidade. A minha certeza deriva de um raciocínio simples.
Vamos imaginar a seguinte situação: eu vou à padaria para comprar um pão. O padeiro atende-me muito gentilmente, vende o pão e cobra o serviço de embrulhar ou ensacar o pão, assim como todo e qualquer outro serviço. Além disso impõe-se taxas de. Uma "taxa de acesso ao pão", outra "taxa por guardar pão quente" e ainda uma "taxa de abertura da padaria". Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.
Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo no meu Banco.
Financiei um carro, ou seja, comprei um produto do negócio bancário. Os senhores cobram-me preços de mercado, assim como o padeiro cobra-me o preço de mercado pelo pão.
Entretanto, de forma diferente do padeiro, os senhores não se satisfazem cobrando-me apenas pelo produto que adquiri.
Para ter acesso ao produto do v/. negócio, os senhores cobram-me uma "taxa de abertura de crédito"-equivalente àquela hipotética "taxa de acesso ao pão", que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar
Não satisfeitos, para ter acesso ao pão, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente no v/. Banco. Para que isso fosse possível, os senhores cobram-me uma "taxa de abertura de conta".
Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa "taxa de abertura de conta" se assemelharia a uma "taxa de abertura de padaria", pois só é possível fazer negócios com o padeiro, depois de abrir a padaria.
Antigamente os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como "Papagaios". Para gerir o "papagaio", alguns gerentes sem escrúpulos cobravam "por fora", o que era devido. Fiquei com a impressão que o Banco resolveu antecipar-se aos gerentes sem escrúpulos. Agora, ao contrário de "por fora" temos muitos "por dentro".
Pedi um extracto da minha conta - um único extracto no mês - os senhores cobram-me uma taxa de 1 EUR. Olhando o extracto, descobri uma outra taxa de 5 EUR "para manutenção da conta" - semelhante àquela "taxa de existência da padaria na esquina da rua".
A surpresa não acabou. Descobri outra taxa de 25 EUR a cada trimestre - uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros mais altos do mundo. Semelhante àquela "taxa por guardar o pão quente".
Mas os senhores são insaciáveis.
A prestável funcionária que me atendeu, entregou-me um desdobrável onde sou informado que me cobrarão taxas por todo e qualquer movimento que eu fizer.
Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores se devem ter esquecido de cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações de v/. Banco.
Por favor, esclareçam-me uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma?
Depois de eu pagar as taxas correspondentes talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que a v/. responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências legais, que os riscos do negócio são muito elevados, etc., etc., etc. e que apesar de lamentarem muito e de nada poderem fazer, tudo o que estão a cobrar está devidamente coberto pela lei, regulamentado e autorizado pelo Banco de Portugal. Sei disso, como sei também que existem seguros e garantias legais que protegem o v/. negócio de todo e qualquer risco. Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados.
Sei que são legais, mas também sei que são imorais. Por mais que estejam protegidos pelas leis, tais taxas são uma imoralidade. O cartel algum dia vais acabar e cá estaremos depois para cobrar da mesma forma.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

1 de Dezembro de 1640




Para que não passe em branco este dia, em que se comemora a Restauração da Independência de Portugal, em relação ao Reino de Castela.

João, Duque de Bragança, torna-se rei como João IV de Portugal, terminando assim os sessenta anos de domínio Filipino.

Aqui fica a homenagem a esses homens.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Casting para filme de porrada

Não resisti a colocar este vídeo :)