sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Asturias - Isaac Albeniz



John Williams, provavelmente o melhor guitarrista clássico da segunda metade do século XX.

Este homem faz com que o difícil pareça fácil.... e quando isso acontece, não há nada a comentar.

Beijoca e Abraços
Gonça


quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Emancipação??!!??!!??!!

Vida de mulher moderna não é mais fácil que a das avós, pelo menos na opinião da autora do texto. Feminista não será certamente...

Monólogo de uma mulher moderna:

"São 5.30H da manhã, o despertador não pára de tocar e não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede. Estou acabada. Não quero ir trabalhar hoje.
Quero ficar em casa, a cozinhar, a ouvir música, a cantar, etc. Se tivesse um cão levava-o a passear nos arredores. Tudo menos sair da cama, meter a primeira e ter de por o cérebro a funcionar.

Gostava de saber quem foi a bruxa imbecil, a matriz das feministas que teve a ideia de reivindicar os direitos da mulher e porque o fez connosco que nascemos depois dela?

Estava tudo tão bem no tempo das nossas avós, elas passavam o dia todo a bordar, a trocar receitas com as suas amigas, ensinando-se mutuamente segredos de condimentos, truques, remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos seus maridos, decorando a casa ,podando árvores, plantando flores, recolhendo legumes das hortas e educando os filhos. A vida era um grande curso de artesãos, medicinas alternativas e de cozinha.
Depois ainda ficou melhor, tivemos os serviços, chegou o telefone, as telenovelas, a pílula, o centro comercial, o cartão de credito, a Internet!

Quantas horas de paz a sós e de realização pessoal nos trouxe a tecnologia!

Até que veio uma tipa, que pelos vistos não gostava do corpinho que tinha, para contaminar as outras rebeldes inconsequentes com ideias raras sobre "vamos conquistar o nosso espaço" Que espaço?! Que caraças!

Se já tínhamos a casa inteira, o bairro era nosso, o mundo a nossos pés!!! Tínhamos o domínio completo dos nossos homens, eles dependiam de nós, para comer, vestirem-se e para parecerem bem à frente dos amigos e agora? Onde é que eles estão???

Nosso espaço???!!! Agora eles estão confundidos, não sabem que papel desempenham na sociedade, fogem de nós como o diabo da cruz.
Essa piada... , acabou por encher-nos de deveres.

E o pior de tudo acabou lançando-nos no calabouço da solteirice crónica aguda!!!!

Antigamente os casamentos eram para sempre. Porquê? Digam me porquê, um sexo que tinha tudo do melhor que só necessitava de ser frágil e deixar-se guiar pela vida começou a competir com os machos?
A quem ocorreu tal ideia?

Vejam o tamanhão dos bíceps deles e vejam o tamanho dos nossos! Estava muito claro que isso não ia terminar bem.

Não aguento mais ser obrigada ao ritual diário de ser magra como uma escova, mas com as mamas e o rabo rijos, para o qual tenho que me matar no ginásio, ou de juntar dinheiro para fazer uma mamoplastia, uma lipo, ou implantes nas nádegas... Alem de morrer de fome, pôr hidratantes, anti-rugas, padecer do complexo do radiador velho a beber água a toda a hora e acima de tudo ter armas para não cair vencida pela velhice, maquilhar-me impecavelmente cada manha desde a cara ao decote, ter o cabelo impecável e não me atrasar com as madeixas, que os cabelos brancos são pior que a lepra, escolher bem a roupa, os sapatos e os acessórios,não vá não estar apresentável para a reunião do trabalho.

E não só, mas também ter que decidir que perfume combina com o meu humor, ter de sair a correr para ficar engarrafada no transito e ter que resolver metade das coisas pelo telemóvel, correr o risco de ser assaltada ou de morrer numa investida de um autocarro ou de uma mota,instalar-me todo o dia em frente ao PC, trabalhar como uma escrava,moderna claro está, com um telefone ao ouvido a resolver problemas uns atrás dos outros, que ainda por cima não são os meus problemas!!! tudo para sair com os olhos vermelhos - pelo monitor, porque para chorar de amor não há tempo!

E olhem que tínhamos tudo resolvido, estamos a pagar o preço por estar sempre em forma, sem estrias, depiladas, sorridentes, perfumadas, unhas perfeitas, operadas, sem falar do currículo impecável, cheio de diplomas, de doutoramentos e especialidades, tornámo-nos
super-mulheres mas continuamos a ganhar menos que eles e de todos os modos são eles que nos dão ordens!!!!

Que desastre!

Não seria muito melhor continuar a coser numa cadeira?? Basta!!!

Quero alguém que me abra a porta para que possa passar, que me puxe a cadeira quando me vou sentar, que mande flores, cartinhas com poesias,que me faça serenatas à janela!

Se nós já sabíamos que tínhamos um cérebro e que o podíamos utilizar para quê ter que demonstra-lo a eles??

Ai meu Deus, são 6.10H, e tenho que levantar-me da cama...
Que fria está esta solitária e enorme cama! Ahhhh... Quero um maridinho que chegue do trabalho, que se sente ao sofá e me diga: Meu amor não me trazes um whisky por favor? ou: O que há para jantar?
Porque descobri que é muito melhor servir-lhe um jantar caseiro do que atragantar-me com uma sanduíche e uma Coca-Cola light enquanto termino o trabalho que trouxe para casa.

Pensas que estou a ironizar ou a exagerar?
Não minha queridas amigas, colegas inteligentes, realizadas liberais.... e idiotas!
Estou a falar muito seriamente:
Abdico do meu posto de mulher moderna."
E digo mais:

A maior prova da superioridade feminina era o facto de os homens esfalfarem-se a trabalhar para sustentar a nossa vida boa!

Agora somos iguais a eles!

Ai ai!!!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

The Bourne Ultimatum






Uma palavra: Excelente!

sábado, 1 de setembro de 2007

Sorte ou acaso...?




















O verão deste ano está a ser o menos quente dos últimos 20 anos e o mais chuvoso deste século, segundo o Instituto de Meteorologia.

As temperaturas médias registadas nesta época em Portugal Continental são as mais baixas das últimas duas décadas, estando 0,5 graus centígrados abaixo do normal.

Se compararmos apenas com os últimos 6 anos, ou seja, entre 2001 e 2007, a diferença de temperaturas é ainda maior, correspondendo a 1,9 graus.

Não houve nenhuma onda de calor, o que não acontecia desde 1997. E, para ajudar à festa, está a ser 50% mais chuvoso que os restantes verões. O mês de junho chegou mesmo a ser o mais chuvoso dos últimos 20 anos.

Parece relativamente normal, mas não o é, tendo em conta que os últimos 5 verões já deste século, foram os mais quentes desde que há registos climatológicos em Portugal!

Bem, e onde é que quero chegar com esta conversa toda? E de que forma entra o título do tópico no meio desta conversa? - Ora ai está! Curiosamente, este é o primeiro verão dos meus 28 anos (que me recorde!) em que não tenho férias! E só eu sei o que tem custado....

Sim, porque ainda há quem diga que Agosto é um excelente mês para se trabalhar, que está tudo muito calmo, não há trânsito, menos trabalho, etc.... para mim isso é tudo conversa de conformista sem euros para gastar, ou de pacóvio que gosta de andar a destilar com este bafo, em vez de estar numa esplanada a beber umas boas canecas!

- Agosto é definitivamente o mês das férias! Fica tudo a meio gás, os fornecedores aparecem bronzeados na segunda quinzena, é um tédio para quem trabalha e psicologicamente devastador! Para quem não suporta calor como eu, e que agora trabalho a 800 metros da praia, posso-vos dizer que é no mínimo ofensivo estar a trabalhar numa altura destas.

Mais grave ainda é quando trabalhamos para nós próprios, saímos de casa às 9h, chegamos às 21:30 nos bons dias, trabalhamos ao sábado, e.....quando tudo parece que não pode ser pior..... ainda lá damos um saltinho aos domingos...... isto, num mês "fraco" como Agosto!

No meio deste drama todo, volto ao início do tópico para revelar que, ao menos, para consolo da minha alma, o verão de 2007 está a ser o mais "fresco" dos últimos anos! Não é que me sinta melhor por isso, mas, confesso, se fosse um verão igual aos últimos 5, acho que em determinados dias já tinha derretido, ou teria entrado nas urgências de psiquiatria com o síndrome de sub-veraneio!

Enfim, no meio de tanta atrocidade, nem tudo correu mal, S.Pedro foi piedoso! Que o digam os pretos que estiveram a alcatroar a A5 às três da tarde com 35 graus na primeira quinzena! hehehe :)

Cá para mim, hoje começa apenas mais um mês estival e laborioso. Para aqueles que estão já com sindrome pós-férias, olhem, o que vos posso dizer é, aproveitem que têm um patrão para pensar nas contas de final de mês, pois é menos uma preocupação que vos passa pela cabeça já na próxima semana.

Bom regresso a quem voltou...

Beijocas e Abraços
Gonça






segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Cirque du Soleil - Delirium

Considerada a maior companhia de entretenimento do mundo, o Cirque du Soleil nasceu em 1984 na cidade de Montreal, Canadá, com um espectáculo de rua tão completo como costumam ser os do género: equilibrismo, malabarismo, contorcionismo.....

Foi precursor do chamado novo circo, no sentido em que abandonou as linhas tradicionais do "maior espectáculo do mundo", cuja fórmula está em decadência. Baseiam-se no não uso de animais e chamam para cena uma multiplicidade de linguagens e técnicas artísticas - circo, ópera, dança, teatro, música, etc. - que, num laboratório de magia, sonho e imaginação, os levou a uma espiral de crescimento e sucesso.


Os espectáculos, há 15 anos sob a direcção artística de Michel Lemieux e Victor Pilon,
já foram vistos por mais de 50 milhões de pessoas. Para além das produções fixas, rodam também pelos sete cantos do mundo, sendo o multiculturalismo uma das bases da filosofia das suas criações. A companhia busca artistas e números em todo o planeta e é conhecida pela sua brilhante realização técnica e plástica. Cada espectáculo desenvolve um tema específico e a companhia criou até um curioso dialecto próprio - o Cirquish - língua habitualmente utilizada nas suas apresentações.

Seja o espectáculo itinerante - como o ‘Alegria’, a caminho do Brasil, ou fixos como ‘O’, em Las Vegas, os espectáculos nascem da música e do tema para crescerem com cenários e figurinos até chegarem à maturidade, ou seja, à magia do circo.

No caso de ‘Delirium’, trata-se de fábula urbana sobre a solidão e o isolamento, a realidade virtual cada vez mais a única realidade, a televisão e o computador como companhia de todas as horas. Em matéria de banda sonora também há novidades: são 21 canções recuperadas do reportório clássico da companhia com muita percussão e pop, electrónica e world music, agora com novos textos em inglês, francês, espanhol e português.

O Cirque du Soleil está de regresso a Lisboa para apresentar o seu primeiro espectáculo de arena. De 28 de Novembro a 2 de Dezembro, o Pavilhão Atlântico receberá Delirium, espectáculo com capacidade para sete mil espectadores e cujos bilhetes estarão à venda a partir dos 35 até aos 65 euros.

Aproveito para dizer que lugares VIP e Plateia, já começam a ficar esgotados.

Beijocas e Abraços
Gonça

domingo, 29 de julho de 2007

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Pet Shop Girafinha, Lda

Depois de algum tempo no silêncio, posso informar-vos que o projecto no qual tenho estado envolvido, está com pernas para andar, apesar de todas as contrariedades e dificuldades inerentes a uma actividade que está no início.

Como alguns já deverão saber, trata-se de uma loja de comércio e serviços para animais, vulgo "pet shop", em Carcavelos, sociedade com a minha namorada.
A loja está bem localizada, era já uma pet shop, ou seja, é fruto de um trespasse. Tem dado muito trabalho, e ainda vai dar água pelas barbas! Mas, confesso que, a sensação de estar a investir e a dedicar-me a algo que será o meu negócio, é realmente muito gratificante.

É uma sensação que corre sempre lado a lado com a de algum medo e receio por algo que possa sair mal, mas, como em qualquer negócio, o risco é uma constante. Daí que, no meio créditos, orçamentos, prazos, fornecedores, etc, já dou por mim a fazer contas de cabeça e a acordar a pensar em como vou dar a volta a este ou aquele problema. Para mim é tudo muito novo...

Uma coisa vos digo: quando há dinheiro com fartura, tudo é muito mais fácil. Quando temos de o esticar até ao limite e contorcermo-nos para pôr a máquina a andar, aí é que são elas! Quando há capital, é realmente muito mais fácil. Já diz o povo que: "o que custa é o primeiro milhão!"

Mas a coisa devagarinho vai lá. Pode não ser tão rápido quanto pensava, mas os atrasos ao início são sempre um clássico, e quando se mete férias, mais ainda!
E as burocracias?.... já tinha uma pequena idéia das dificuldades e obrigações enquanto empresa, mas quando somos nós a lidar com a realidade é que nos apercebemos que essa história do "Empreendorismo" é coisa só para chinês!

Hoje deu-me gosto receber as duas primeiras cartas em nome da empresa. Era palha, ofertas de serviços e similares, mas deu gosto!
Trabalhar para nós próprios sabe bem, mas tem um preço elevado. A responsabilidade é grande. Iniciamos o mês já a pensar nas contas a pagar nos 30 dias que se subseguem, ao invés de pensar no ordenado, que é o normal para quem trabalha por conta de outrém. O Sócrates não facilita nada e, como tal, estamos sempre a pagar. Para ser patrão há que ser um tanto ao quanto masoquista, é realmente a conclusão a que se chega...

Espero sinceramente que consiga executar tudo a que me propus, se bem que estou consciente das dificuldades.

Beijocas e Abraços
Gonça

sexta-feira, 4 de maio de 2007

As loucuras do mês de Maio...



Maio é sem dúvida um mês muito forte no que diz respeito a festas académicas.
Para o comum estudante, é um mês que representa folia, concertos, barraquinhas, festas, alcoól, etc,....mas não para um tuno. Para mim, é simplesmente um mês mais forte!



















No que há minha tuna diz respeito (e porque de semanas académicas vos falo), voltamos a abrir a
semana académica de Lisboa com a Serenata Monumental, desta vez na Praça do Município (talvez por uma questão de maior visibilidade, mas continuo a preferir o Panteão) e logo no dia seguinte, terça, estaremos no Castelo de S Jorge para o evento "Cantar Lisboa".














Convido-vos a dar lá um saltito, que serão dias bem mais calmos do que os restantes do final da semana.
Chamo a atenção para a quinta e sexta feira com Patrice e Xutos.


Cliquem aqui para verem o programa deste ano!





Espero ver-vos lá!

Beijocas e Abraços
Gonça

terça-feira, 17 de abril de 2007

Exigências da vida moderna

Recebi este texto por mail e não resisti a colocá-lo aqui no meu blog, pois é uma sátira fantástica à vida moderna. Não sei de quem é a autoria, mas creio não estar a ferir susceptibilidades ao publicá-lo.


EXIGÊNCIAS DA VIDA MODERNA

(quem aguenta isto tudo??)

Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.
E uma banana pelo potássio..
E também uma laranja pela vitamina C.
Uma chávena de chá verde sem açúcar para prevenir o diabetes.
Todos os dias deve-se beber pelo menos dois litros de água.
E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um Danacol por causa dos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).
Cada dia uma Aspirina, previne o enfarte.
Uma taça de vinho tinto também.
Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.
Um copo de cerveja, para... não lembro bem para quê, mas faz bem.
O benefício adicional é que, se você beber tudo isto ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.
Todos os dias deve-se comer fibra.
Muita, muitíssima fibra.
Fibra suficiente para fazer um pulover.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.
E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.
Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia.
E não se esqueça de escovar os dentes depois de comer.
Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e, enquanto tiver dentes, passar fio dental, massajar as gengivas, escovar a língua e bochechar com Sensodyne.
O melhor é, inclusivé, ampliar a casa de banho e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.
Há que dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco a comer são vinte e uma.
Sobram três, desde que você não apanhe trânsito.
As estatísticas comprovam que vemos 3 horas de TV por dia.
Menos você, porque todos os dias vai caminhar ao pelo menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora passa a ser uma).
E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando você estiver a viajar.
Deve-se estar bem informado também, ler dois ou três jornais por dia para comparar as informações.
Ah! E o sexo.
Todos os dias, tomando o cuidado de não cair na rotina. Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução. Isso leva tempo e nem estou a falar de sexo tântrico.
Também precisa sobrar tempo para varrer, passar a ferro, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação.
Na minha conta, são 29 horas por dia.
A única solução que me ocorre é fazer várias destas coisas ao mesmo tempo !!!
Tomar banho frio com a boca aberta, assim você bebe água e escova os dentes.
Chame os amigos e seus pais.
Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana à boca da sua mulher.
Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria de comer um Danoninho e, se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.
Agora tenho que ir.
É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir à casa de banho.
E já que vou, levo um jornal.
Tchau....
Se sobrar um tempinho, manda-me um e-mail.

sábado, 14 de abril de 2007

Número 23


Um filme interessante, ou pelo menos, diferente!

Existem muitas teorias sobre os números, as suas relações, os possíveis significados, as coincidências, conspirações, obsessões...

Será o 23 apenas um número...?

Não fica para a história, mas verdade seja dita, este thriller de Joel Shumacher vê-se muito bem.

Ainda para mais, com o Jim Carrey num papel ao qual não estamos habituados.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Pacotinhos & Colecções

















Bem, depois de uma longa temporada a recolher exemplares, quer através de locais por onde ando, quer através da gentileza dos meus amigos, vou desta feita continuar a documentar a minha colecção, que de há uns tempos para cá tinha ficado em standby.

Já há mais de 1 ano e meio que não documentava os pacotes. Guardava-os, simplesmente...
Decidi então que já era altura de voltar a pegar nisto!

Efectivamente, uma colecção de pacotes de açucar só tem valor e começa a ser reconhecida enquanto tal, a partir do momento em que obedece a determinados parâmetros:

- Bom estado de conservação /Fácil observação e manipulação
- Datação/Origem
- Objectos em duplicado (para troca)
- Séries completas/incompletas

Ora, a minha colecção, de colecção não tinha nada! Eu ao certo nem sei quantos pacotes tenho! Comecei bem ao início integrando a informação numa base de dados, mas desleixei-me entretanto.

Voltei a pegar nela...

Agora, há que fotografar os pacotes que entretanto recolhi, documentá-los, vazar o açúcar (devo de dizer que isto foi sujeito a longa reflexão, a explicar mais adiante), guardá-los em pastas/arquivos com separadores adequados e manter este processo.

Fiz alguma pesquisa na internet, e descobri que existem separadores adequados aos diversos formatos dos pacotes. Os que é óptimo a nível estético! Existem inclusivamente arquivos com inscrição na lombada - "Colecção de Pacotes de Açúcar". Fantástico... isto é um mundo!

Bem, quanto ao facto de os arquivar com ou sem o açúcar...

... inicialmente, comecei por tirar o açúcar, talvez nos meus primeiros 30 exemplares! Depois, comecei a achar que daria muito trabalho e que só faria sentido coleccionar os pacotes com o açúcar. Na minha perspectiva, o pacote é o papel + o açucar, intacto, recolhido tal como saiu para o mercado. Julgo ser a forma mais correcta de os coligir.
No entanto, à medida que a colecção aumenta e os anos passam, verifica-se que o açúcar poderá ficar ressequido, amarelecendo e, eventualmente, danifica o pacote. Já pra não falar no transtorno que é manter organizados e com boa apresentação milhares de pacotes.
Ao retirar o açúcar, perde-se essência, sou o primeiro a confessá-lo, mas ganha-se em conservação e portabilidade. Afinal de contas, de que vale ser-se possuidor de milhares de pacotes, se estes estão guardados em caixas pesadas, na cave, escondidos de tudo e de todos, e muitas vezes acabando por ser esquecidos, ou utilizados para a confecção de um bolo de laranja, por uma avó mais incauta?!

Vai daí, decidi que vou retirar o açúcar. Vão ficar mais leves, poderei arquivá-los e trocar com outras pessoas, sem correr o risco de andar constantemente a largar lastro a formigas.

Bem, se isto até aqui tem sido uma brincadeira, a partir do momento que tiver compilada toda a informação, terei de ser um pouco mais metódico na minha recolha. Grande parte dos pacotes mais conhecidos do público, nomeadamente os da Nicola, os da Delta, da Bicafé, da Buondi, etc, são lançados sobre a forma de séries coleccionáveis. Com alguma atenção, sorte, simpatia de empregados de cafés e amigos, consegue-se, por vezes, completar a maioria das séries. Mas nem sempre isso acontece...

Desta forma, se um dia não souberem o que me oferecer, ou estão cansados de me dar pacotes avulsos, digo-vos desde já que no site da Nicola e no da Bicafé , a título de exemplo, podem adquirir as séries completas, algumas até nem vêm com o açúcar, já a pensar em quem colecciona. :) Custava-vos em média 10 euros e a mim dava-me um jeitão! hehhehe

Entretanto, continuo a contar com a vossa bondade e persistência em recolher um pacotito ou outro, sempre que se lembrarem. É um gesto bonito da vossa parte e é das melhores recordações que me podem oferecer, dos diversos sítios por onde passam. Isto claro, para os mais viajados!

Conto recomeçar esta árdua tarefa de documentação ainda esta semana. Logo que termine de catalogar o que tenho em stock, informar-vos-ei. Afinal de contas, todos vocês têm sido incansáveis na vossa contribuição.

Obrigado a todos(as)!

Beijocas e Abraços
Gonça

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Máquinas do Tempo...



Já tive oportunidade de referir em outros tópicos algumas das minhas paixões. A relojoaria é apenas mais uma. No entanto, é a mais complicada. Digo isto, no sentido de ser, talvez, quando levada a sério, a mais inacessível. Chega a tornar-se obsessiva e ao mesmo tempo frustrante.
Se vos disser que este relógio à esquerda - um Richard Mille - custa a módica quantia de 400 mil euros, talvez perceberão o que quero dizer...



Existem vários tipos de relógios:Todos eles têm um objectivo primordial: dar horas!

Mas não só....

Existem também vários tipos de potenciais compradores. Se para uns é apenas um objecto como outro qualquer, para outros é um objecto de colecção. Há aqueles que compram muitos para estar sempre a variar, outros há que, quando compram, é para a vida!

E vocês? Fazem colecção de Swatch? Ou relógios só da Omega? Ou os dos pacotes de cereais é que são bons? Analógico ou digital? Com cronómetro ou calendário? Pulseira de pele, de plástico ou de metal?

Começo então pela minha opinião:

- Para mim o relógio é uma peça fundamental. Mais do que uma simples máquina de dar horas, admiro o relógio pela incansável precisão, pelo engenho, pela minúcia, pelo requinte, pela tecnologia, pela simplicidade e pela informação que me dá.
Ainda me lembro de um relógio que tive quando era puto, que tinha um jogo de carros. Lembro-me também de cobiçar os Casio de alguns colegas de escola mais abonados, aqueles que tinham máquina de calcular. Sim, na altura em que o digital ainda estava na moda e não havia telemóveis, os computadores eram só para alguns e a Swatch para mim era desconhecida.
O único relógio que tive, até hoje, que foi eventualmente alvo de alguma inveja por parte de quem me rodeava, foi sem dúvida, um que funcionava a água que a minha mãe trouxe do estrangeiro. Deixou muita gente curiosa na altura (finais de anos 80). Hoje os tempos são outros...

No que diz respeito à relojoaria, existem dois mundos: o acessível (para os apaixonados e pobres) e o inacessível (para os puristas e sortudos). Existem diversas marcas no mercado, muitas delas conhecidas por todos aqueles que observam as montras das relojoarias dos centros comerciais. No que diz respeito á sua origem, é da Suíça que vêm as melhores manufacturas, bem como da Alemanha. Mas, só algumas (muito poucas) fazem parte do top 10.

Aqui ficam alguns exemplos:

-Patek Philippe;
-A. Lange & Söhne
-Blancpain;
-Audemars Piguet;
-Jaeger-LeCoultre;
-Franck Muller;
-Breguet;
-Vacheron Constantin;
-Girard Perregaux;
-Piaget;
-International Watch Company

Existem muitas outras marcas fantásticas que não aparecem nesta lista, pois para isso teríamos de criar um top 20. Falo por exemplo da Baume & Mercier, Ulysse Nardin, Daniel Roth...

Só depois, muito lá ao longe, começam a aparecer as tão conhecidas e já muito mais "acessíveis" - Breithling, Rolex, Tag Heuer....

O que torna os exemplares da lista acima tão únicos no mundo da relojoaria?
Mais do que o material do qual são feitos, é o grau de complexidade técnica dos seus mecanismos. Qualquer "grande complicação" como calendário perpétuo, tourbillon ou grand sonerie demoram muito tempo a desenvolver e a fabricar. E, como é natural, tudo isso tem um custo. A tudo isto, acresce o facto de serem exemplares limitados, ou seja, de grande exclusividade.














Pela sua extrema complexidade, este é o relógio mais caro do mundo. Um Patek Philippe Calibre 89. Tem 33 complicações e 1728 peças.

Mas afinal que termos são esses de "complicações", turbilhões, grand sonneries...???

Num relógio, manual ou automático, entende-se como sendo uma "complicação", toda e qualquer função que vá para além da simples informação: horas, minutos e segundos.
Actualmente, são dados adquiridos características como a corda automática ou o indicador de data, mas também estas deveriam ser classificadas como "complicações" mais comuns:

-as fases lunares;
-a reserva de marcha;
-GMT(fusos horários)
-calendário completo.

A estas juntam-se as chamadas "grandes complicações":

-cronógrafo fraccionado;
-calendário perpétuo;
-repetição/campaínha;
-turbilhão;

Ora, vamos por partes, até para que consigam perceber o que é isto tudo e para que serve!

Complicações Simples:

- A reserva de marcha, como o próprio nome refere, é normalmente um ponteiro que indica o tempo que o relógio ainda vai ficar a funcionar, até que seja necessário dar corda ao mesmo.

- O Calendário Anual é uma "complicação" intermédia entre o calendário simples - que precisa de correcções manuais à passagem dos meses com menos de 31 dias - e o calendário perpétuo, que dá conta dos 30 dias do Fevereiro normal e do bissexto. A função do calendário anual é fornecer a indicação correcta de todos os meses de 30 e 31 dias, mas precisa da correcção manual no fim de Fevereiro. Regra geral, o calendário anual permite visualizar, no mostrador data, o dia da semana e o mês ou apenas a data e o mês.

Ora, assim sendo, a "complicação" definida como Calendário Completo é uma função que visualiza, no mostrador data, os dias da semana, os meses e a indicação da data. No entanto, necessita de correcções manuais a cada passagem de um mês com menos de 31 dias. Função frequentemente combinada com a das fases lunares.

- GMT representa a sigla de Greenwich Mean Time (Tempo Médio de Greenwich) e que possibilitam a visualização de dois ou mais fusos horários.

Grandes Complicações:

- Calendário Perpétuo é a mais complexa das complicações relojoeiras ligadas à indicação do calendário, visto que indica sempre a data, o dia e mês exactos, sem necessidades de correcções manuais até ao final do ano 2100 (ano em que a cadência do Fevereiro bissexto não será respeitado).
No calendário perpétuo, uma roda apropriada dotada de gargantas a profundidade calibrada assinala ao mecanismo o número de dias de todos os meses, assim como o ciclo quadrienal do Fevereiro bissexto, assegurando assim a actualização da data. Às informações referentes à data, dia e mês, acrescenta-se frequentemente a das fases da lua.

- Cronógrafo Fraccionado (Rattrapante) é uma complicação cronográfica que permite – graças a um terceiro botão e a um ponteiro suplementar dos segundos cronográficos – medir ainda tempos parciais ou aqueles de um segundo evento que tenha o mesmo início.

- Repetição/Campaínha é um mecanismo de sinalização acústica do tempo. O mecanismo da campainha, uma das complicações mais complexas, é feito com cremalheiras para as horas, quartos de hora e minutos, que rodam ao mesmo tempo que os ponteiros e “assinalam” as suas posições às outras alavancas chamadas apalpadoras. Quando se activa a campainha, com base na posição alcançada por cada alavanca em relação a uma determinada cremalheira, o mecanismo dá tantos toques para cada função quantos forem os dentes adicionados, assinalando assim, de modo preciso, o número de horas, quartos de hora e minutos.

- Turbilhão é um mecanismo inventado por Abraham-Louis Breguet ainda no sec. XVIII e que faz com que a altitude e a gravidade não interfiram no movimento do relógio (neste caso relógios mecanicos) tornando-os mais precisos. O efeito da altitude e da gravidade é assim compensado por um turbilhão, constituído por diversas peças.
Um dos mais surpreendentes é formado por 69 peças independentes e no total pesa 0,3 gramas. Já se pode ter uma ideia do grau de complexidade deste mecanismo.




Este Frank Muller Tourbillon Revotion 3 custa em portugal a modica quantia de 751.150 euros. Mais de 150 mil contos !

Movimento turbilhão, 3 eixos, mecânico, de corda manual, calendário perpétuo, caixa em platina com abertura no mostrador que permite observar o turbilhão.





Depois de termos consciência do grau de mestria exigido para criar um mecanismo tão complexo, dificilmente poderemos dizer que um relógio serve somente para "dar horas". Acho demasiado redutor. Seria quase o mesmo que dizer que um carro serve só para nos deslocarmos de um ponto para outro. Trata-se fundamentalmente de paixão. Admiramos o engenho, respeitamo-lo, queremos possuí-lo, se bem que com os devidos custos!




Um fantástico exemplar da International Watch Co.

















Nem sei o que dizer deste extraordinário:

Roger Dubuis - Excalibur - o primeiro relógio do mundo com Turbilhão de volante duplo com diferencial.


complicações:

Turbilhão e volante duplo, indicador de reserva de marcha, horas saltantes e minutos retrógrados.


Os relógios mecânicos manufacturados, apesar de serem extremamente precisos e caros, por mais incrível que pareça, têm de ser submetidos a revisões com intervalo de poucos anos, para lubrificar engrenagens e confirmar a precisão do movimento de determinadas peças. Devo de salientar que este serviço, praticado minuciosa e regularmente pelos verdadeiros puristas, pode custar ao seu dono largas centenas de euros.
Bem, encaremos isto como levar um Rolls Royce à revisão. O fundamento é certamente o mesmo. Tudo se resume a mecanismos com desgaste.

Alguns extremos da Alta-Relojoaria...






Jean-Mairet & Gillman Tourbillon $ 185.900














Delacour Bitourbillon $448.500
















Blancpain Tourbillon Transparence $108.500















A.Lange & Söhne

















Um F.P. Journe de 535.000€

O 1º veio para Portugal!









Como devem ter reparado, não tenho abordado marcas como Omega, Rolex, entre tantas outras conhecidas do grande público.
Para mim a Rolex tem um GRANDE problema. É o relógio do novo rico. É um relógio normalmente em ouro amarelo e com uma clara pretenção de "EU SOU CARO", todos os novos ricos que não entendem nada de relógios, só querem Rolex porque é o que todos conhecem e o que todos acham que é bom.
Quando estamos a falar de relógios de luxo e relógios de qualidade 3.000€ são trocos!!
E, por mais incrível que pareça, aliás, como puderam reparar em fotos acima, os relógios mais caros não são aqueles todos em ouro amarelo e cheio de brilhantes... mas sim os mais simples, em ouro branco ou platina. E depois, o que está lá dentro é que marca a diferença.
Mas, num mundo de ilusões, gosta-se da Rolex porque todos conhecem e sabem que é caro.

O mesmo aplica-se à Omega e restantes marcas dentro da gama entre os 1500 e 5000€.

Atenção que também não podemos tomar em conta que os relógios da Rolex são maus. Nada disso. Há modelos muitos bons, precisos, resistentes, que duram uma vida inteira e que qualquer comum dos mortais adoraria possuir. Mas há outros que estéticamente são de levantar as mãos ao céu. E é nesse ponto que estas marcas falham - são inconsistentes!
Rolex? Sim, é bom. Mas há (muito, mas muito) melhor!

Agora para finalizar, como é que se explica que alguém dê 500 000 euros por um relógio? Bem, primeiro, tem posses para o comprar, segundo, supostamente sabe o que está a comprar. Um relógio de colecção é um investimento. Nunca perde o seu valor, desde que estimado. Tal como uma obra de arte.

Para quem não compreende e somente quer ver horas, extremamente precisas, sem falhas, que não avariam, compra um Casio daqueles digitais, que custam 20 euros.
Só que os relógios não servem só para "dar horas" (tal como o automóvel não é, exclusivamente, um objecto que nos desloca do ponto A para o ponto B).
Quem gosta de relógios, e os compreende, acha perfeitamente normal que um Blancpain 1735 custe 1.000.000 de euros, que um DoubleSplit custe mais que um BMW M3 ou que um "grand sonnerie" seja temperamental...
Os relógios, para quem se interessa por eles, são uma paixão. Não se pode racionalizar uma paixão.











E que tal o meu mais recente Swatch? :) Oferecido no Natal, pela Susana.
Devia-lhe ter dito que preferia um Frank Muller, mas certamente este adequa-se mais à minha situação financeira. Até porque eu nem sequer ia ter dinheiro para a "revisão" do F. Muller!!!

E pronto, finalizo este tópico já em horas tardias, com mais ou menos precisão.

Beijocas e Abraços
Gonça

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Alguém pediu um eXpresso?


É provavelmente a melhor invenção dos últimos meses, no campo dos electrodomésticos!
Falo-vos da Xpress, o mais recente sistema de cerveja à pressão, para uso doméstico, da Superbock.

Basicamente é composto por:

- equipamento de extracção de cerveja à pressão

- barril de 5 L de tara perdida

A cerveja permanece fresca durante 1 mês, bastando para isso que o barril esteja armazenado no aparelho, ligado obviamente, e com um consumo de apenas 80W.

É verdade que o investimento inicial de 200 euros pode ser puxadote, mas pensem nisto como se fosse uma máquina de café.

Digam lá que não tem potencial..? E o jeitão que me dava?! :)

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

"Shave yourself !"

Esta foi a frase que King C. Gillette usou para promover a utilização das suas lâminas descartáveis.

Gillette tinha um excelente olho para o negócio, e viu no barbear uma oportunidade única. A partir desse momento, os homens não teriam mais a necessidade de passar pelo martírio da navalha do barbeiro mais próximo.

O conceito de descartável passava pela higiene, segurança e conforto, a um preço acessível. Foi desta forma que Gillette ganhou fama. O seu produto foi inovador e desde aí só teve pernas para andar.

Sem querer referir-me às velhas glórias do barbear, vou avançar umas décadas e partir já da "velhinha" Gillette Sensor. Foi a minha primeira lâmina e guardo dela boas memórias.....mas não deveria!


Sim, mais tarde aparece a SensorExcel com a qual passei bons momentos. Lembro-me que notei uma grande diferença em relação à sua precedente. Não fui utilizador da Sensor3 por isso não posso opinar.

Surge então a revolução quando a Gillete lança uma máquina de barbear de lâmina tripla com design fora do vulgar. O mercado alterou-se, e as diversas marcas evoluiram nesse sentido. A Mach3 continuou a ser líder de mercado, revelando-se imbatível no segmento das lâminas descartáveis, uma vez mais.

Entretanto, mais por uma questão de marketing do que por outra coisa qualquer, surge a Mach3 Turbo. Revelou algumas melhorias nas lâminas ao nível da fricção, mas principalmente nas bandas emolientes que, aparentemente, facilitariam (ainda mais!) o barbear. Devo de referir que usei estas durante bastante tempo.

Na guerra da arte do bem barbear, aparece uma vez mais no mercado algo inovador. Desta feita proveniente da rival Wilkinson - uma máquina com 4 lâminas. Cheguei a experimentar, e quando inicialmente pensava que seria o fim do império da Gillette, cheguei à conclusão que não era mais uma lâmina que fazia a diferença. Efectivamente a Mach3 estava melhor concebida, limpava-se melhor, tinha um barbear mais apurado, menos agressiva e mais ergonómica. Abandonei definitivamente a idéia, e ainda hoje essa máquina, supostamente avassaladora, jaz na minha gaveta.

"- Milagre! Uma máquina com lâminas descartáveis que vibra???" - foi esta a frase de espanto perante a M3Power, também da Gillette. Sem no entanto rematar logo com outro comentário: "- Deve ser uma bela banhada!"

Pois, renitente durante bastante tempo, lá vacilei uma vez mais, mas só perante a sua variante estética - a M3PowerNitro! Inicialmente a sensação foi agradável, dando a idéia de que o barbear conseguia ser melhor que a normal Mach3, pois a vibração diminuia a sensação de atrito. Ao fim de alguns dias já não notava nada, mas concluo que é do hábito, pois quando me estou a barbear e a desligo sem querer, trato logo de a ligar. O que quer dizer alguma coisa! Mais que não seja, gostar de ter a mão dormente!

E perguntam vocês: "- Mas que raio vem este gajo falar de lâminas para um blog?"- E perguntam bem! A explicação é simples: ao ver a nova publicidade da Gillete, fiquei curioso em relação ao novo conceito de Fusion e questionei-me sobre que grande inovação estaria para ser lançada uma vez mais, já que, para mim, à partida seria difícil melhorar o escanhoar de uma lâmina descartável!

Ora pois então, para meu espanto, conseguiram efectivamente inovar! Se King Gillette viesse ao mundo e estivesse perante o mais recente invento da companhia que fundou, acho que ficaria estupefacto com o resultado final....

Esta é a Gillette Fusion Power:

- 5 lâminas

- 1 lâmina independente para patilhas e zonas difíceis (ex: junto ao nariz)

- vibratória, com led indicador de bateria fraca

- turn-off automático ao fim de 8min


Confesso que as 5 lâminas não me surpreendem, apesar a Gillette anunciar uma melhoria considerável no barbear. O que realmente me salta à vista, pois é incrível como ninguém se tinha lembrado disso até hoje, é a lâmina independente na parte posterior.
Todos nós, homens, sabemos o quão irritante é, ter de aparar aqueles pêlos perto da zona do nariz. Ou, para quem usa pêra, acertá-la com as "desajeitadas" lâminas em fila. Não dá jeito nenhum! Fazer as patilhas era um mal menor, mas agora fica ainda mais fácil!
A nível de comentário pessoal, parece-me que devido às 5 lâminas, tiveram de optar pelo sistema de fixação de eixo central, como tinha (e tem) a Sensor, o que para muita gente será vantajoso, em relação à fixação inferior da Mach3, que deixava a parte superior oscilar. Vamos lá a ver se não prejudicará a sua limpeza....

Parece-me realmente um produto que vem facilitar o dia-a-dia dos homens, e isso agrada-me bastante! Resta saber se o preço das lâminas será ainda mais elevado que as actuais. Digo isto porque, a meu ver, este factor será provavelmente o maior entrave à sua aquisição. A juntar a tudo isto, surge obviamente a nova espuma e gel Fusion, bem como toda uma nova gama de produtos after-shave da mesma linha.

É curioso como a frase - "Shave yourself"- um século depois, continua a fazer todo o sentido!

Beijocas e Abraços
Gonça

sábado, 20 de janeiro de 2007

The Grudge 2



Já está nas salas de cinema a nova sequela do Grudge. Pelo trailer, parece manter a linha do primeiro, que foi muito bom! Gosto particularmente deste género de horror movies, pois, com pouco ou nenhum sangue, estimula o medo, provoca arrepios e faz-nos sentir um frio na espinha, que normalmente os filmes comerciais de terror não conseguem, pois entram muito numa linha mais Gore.

Conto vê-lo brevemente...

Beijocas e Abraços

Gonça

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Rambo acredita no Pai Natal



Ainda em época natalícia...

Espero que gostem :)

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

Neste Natal ofereço-vos....Bolas de Pêlo!!!



Pegando no facto de às 3h da manhã estar a ouvir o meu vizinho de baixo a regurgitar (sabe-se lá porquê?!) e imbuído do espírito desta quadra festiva, achei que era a altura ideal para vos desejar a todos(as) um Feliz Natal!

Como já disse em posts da época, de anos anteriores, o Natal para mim não tem um cariz muito religioso, ou, pelo menos eu, não o comemoro como tal. Se nos debruçarmos um pouco pelos motívos da celebração desta "festa" da Igreja, podemos até dizer que a maioria de nós vive o SEU Natal, e não o que efectivamente ele representa.
O Natal que nos apresentam diariamente é quase uma obscenidade, um desrespeito, que contraria, de todas as formas, o seu intuito e a sua essência.

O Natal não é consumismo, egoísmo, egocentrísmo, luxúria, Pai Natal, prendas, prendas, prendas, mais prendas, crédito, visa, mastercard, ah...não sei se já tinha dito prendas, prendas caras, prendas e....American Express....
Quer dizer...isto não é o Natal à luz de um católico. Mas é o Natal da maioria de nós.

Não sou hipócrita. Sempre disse que a festa religiosa em si não me diz muito, apesar de apreciar a sua essência e respeitar a sua origem e fundamento. No entanto, não a pratico enquanto tal...de todo.
Para mim o Natal é a festa da família, e sempre a vi como tal. É uma altura do ano em que ponho tudo de lado para poder estar mais próximo dos meus familiares, em que nos sentamos à mesa rodeados de algumas iguarias, bom vinho, bom ambiente, boa conversa, e, como que agradecendo, ou tentando de alguma forma expressar gratidão pela existência desse ser humano ao meu lado, gosto e tenho o prazer de lhe oferecer uma lembrança.
O conceito de lembrança eu não vou explorar, pois cabe a cada um de nós julgar o que devemos ou não oferecer, dentro das nossas possibilidades, seguindo os nossos valores e padrões morais, justificáveis ou não.

Também nunca fui pessoa de me manifestar pelas ruas contra a discriminação, a pobreza e a falta de cuidados daqueles que estão mais desamparados nestas alturas, pois essas pessoas infelizmente estão desamparadas quase o ano todo. Se o Natal é dar uma sopa na noite de 24 de Dezembro,...então o Natal deveria ser todos os dias.
Parece que todos nós só acordamos nestes dias. Talvez daí venha a expressão: "bem, deve ser Natal, só pode!" - pois a generosidade atinge os píncaros, a grandeza que nos vai na alma, se existe, transborda, se não existe, passa a existir!
Chega a dia 26 de Dezembro, presentes entregues, presentes recebidos, e pronto, volta a animalidade do costume e, vai daí, toca a rodar a pontapé, de novo, tudo aquilo que se segurou ao colo durante a época natalícia. Porque isso agora já não importa!

Isto para dizer que, se em vez da febre dos presentes, dos computadores portáteis, dos relógios Omega e dos créditos a 15 meses, as pessoas parassem para olhar, falar e ouvir um pouco aqueles que os rodeiam, talvez vissem que estavam a viver uma peça de teatro das mais tenebrosas e malévolas que se possa imaginar.

Felizmente nem toda a população se comporta assim. Costuma-se dizer que o Natal fora das grandes cidades é mais intenso. Pudera,... existe mais simplicidade. E como já toda a gente sabe, e cada vez mais vou por esse caminho: "a beleza está naquilo que é mais simples". Ao fim ao cabo, as coisas quando são vividas com intenção, com um propósito, têm um gostinho mais especial. Se for o dar só por dar, o estar só por estar, o partilhar só por partilhar,... que estaremos nós a fazer, senão a enganarmo-nos a nós próprios?

Assim sendo, e para que não pensem que o motivo deste texto é ser um manifesto ao Natal, nem coisa que se pareça, eu e os meus amigos Ren & Stimpy fazemos votos de que:

- Vivam estes dias da melhor forma (e porque não todos os dias!!!??), da que mais vos convier e vos fizer mais felizes,.....juntos, ou não, daqueles que partilham as vossas alegrias e tristezas o ano inteiro.....com ou sem bolas de pêlo...!

- Tenham uma mesa recheada de iguarias, bem regada, com boa companhia (sozinhos é que não!), boa música, calor e harmonia.

- Não voltem a ver o "Música no Coração"!

- Ok! Se der, até eu próprio poderei vir a vacilar....

- O "Home Alone", não! Definitivamente!

- Tenham cuidado com os doces de abóbora.

- Não abusem do bacalhau. Afinal, tão a comer um animal em vias de extinção.

- Recebam os presentes que acham que têm direito!

- Ajudem os vossos familiares nos preparativos. A vossa mãe e avó não são vossas escravas. Aproveitem enquanto estão a fazer uma mousse, e perguntem à velhota como era a infância e porque não, qual é o ingrediente secreto do doce que tanto adoram. Até porque, ela não vai ficar cá para sempre! :) Estes pequenos momentos valem ouro....

- Lembrem-se do meu presente!!!

- E por fim, mas não menos importante: Não se esqueçam de dar os parabéns ao Pevide no dia 25 de Dezembro! ;)

Em especial à minha irmã que não passa o Natal comigo, mais uma vez e infelizmente, deixo aqui um grande beijo e desejo que o passe da melhor forma em paz e harmonia, a comer o seu pernil fumado! :) "Hyvää Joulua ja Onnellista Uutta Vuotta"!

Feliz Natal!!! Feliz Natal!!! Feliz Natal!!!

Beijocas e Abraços

Gonça

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

As 7 Maravilhas

Já podiam votar nas "Novas 7 maravilhas do Mundo" em http://www.new7wonders.com

Agora podem também começar a votar nas "Sete Maravilhas de Portugal". Têm à disposição 21 monumentos, resultantes de 793 candidatos, seleccionados por historiadores, arqueólogos, arquitectos, cientistas e professores.

Acedam ao site e façam a vossa escolha! :)

Beijocas e Abraços
Gonça

Joe Dassin - Jazz Manouche


E depois há destas coisas... :)

Django


Deixo aqui uma pequena malha ao estilo Django, para quem não conhece, uma espécie de Gypsy Jazz popularizado por Django Reinhardt no início dos anos 30, do século passado. Aqui fica o seu legado...

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

"While My Guitar Gently Weeps"

Deixo-vos aqui uma adaptação fantástica da música de George Harrison, tocada em Ukelele, por um dos melhores executantes deste instrumento havaiano - JAKE SHIMABUKURO.

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Browny















Apresento-vos a minha mais recente mascote - "Browny" - uma esquila siberiana.

Originalmente associado à Siberia, estes animais também são conhecidos por: Esquilo Coreano, Boeroendoek, Esquilo Japonês ou Burunduk.
É um animal essencialmente diurno, que pode ser observado a brincar e a comer de dia, o que não acontece com outros roedores que dormem de dia e têm actividade nocturna (ex: Chinchila).

Embora possam ser domesticados, são animais essencialmente selvagens. Isto significa que, caso ocorram condições favoráveis à hibernação, e caso esta ocorra, o esquilo poderá esquecer-se de tudo o que tinha assimilado até então. Não é virado para grandes brincadeiras, nem gosta de muita interacção, como estamos habituados a ter com os hamsters, por exemplo.
Não é, como tal, um animal que tenha grande interesse para crianças, pois requer muita paciência e dedicação, se o dono quiser obter alguns resultados no processo de domesticação. Quando em habitat natural, poderão chegar aos 7 - 8 anos. Em cativeiro, dificilmente ultrapassam os 4 ou 5.

A alimentação deste tipo de animais exóticos exige uma atenção especial : frutos secos, fruta, sementes, cereais, insectos, derivados lácteos, etc.
Sendo um roedor, os seus dentes crescem continuamente ao longo da vida, sendo fundamental que esteja permanentemente a roer, de forma a que estes sofram o desgaste adequado. Para isso recorre-se a paus, frutos com casca, massas ou outro tipo de guloseimas (à venda em casas da especialidade) formuladas específicamente com vista a esse objectivo.

Os esquilos são muito asseados e, de modo geral, fazem as suas necessidades sempre no mesmo local, normalmente no lado oposto ao ninho e à comida. Isso facilita bastante a manutenção da gaiola, devendo ser limpa, aproximadamente, uma vez por semana. Este factor varia um pouco com o tamanho da gaiola. De qualquer forma, é recomendável que esta tarefa seja feita com alguma regularidade.
O ambiente do esquilo em cativeiro deverá simular ao máximo o habitat natural. Basicamente passa por um forro de litter para gato (os de aparas de madeira são óptimos, pois além de absorventes, neutralizam muito bem os cheiros), feno para conforto térmico e passível de servir de alimento, pinhas, ramos e plataformas, troncos a simular esconderijos, bem como um ou mais ninhos (também estes preferencialmente de madeira) que servirão de abrigo e despensa para alimentos.
Os esquilos são animais esquivos e tímidos por natureza, como tal requerem um tratamento especial, que favoreça o seu bem estar e que evite transtornos. Deve-se ter em conta que, de um modo geral, o esquilo não gosta de ser agarrado. Ao soltar um esquilo em casa, devemo-nos certificar que as portas e janelas estão fechadas, bem como o acesso a qualquer tipo de buracos ou móveis, passíveis de serem usados como esconderijos. Convenhamos que, passar uma tarde em casa a arrastar móveis, "à caça" do esquilo, não é propriamente um divertimento dos mais apetecíveis, além de que, sem acompanhamento do dono, poderão roer muitas coisas perigosas para a sua saúde (fios eléctricos, plantas, etc).
Deve-se também ter muito cuidado ao mexer na gaiola, num ápice os esquilos saem pela porta. Esta deve ser alta, de grades metálicas sem pintura (quando roída poderia tornar-se tóxica), com fundo de plástico. Existem viveiros em madeira, mas exigem manutenção e vigilância constante, pois os roedores adoram "construir" saídas alternativas.
Visto serem animais muito assustadiços deve-se manter a gaiola afastada de ambientes ruidosos, persistentes e incómodos (televisão, rádio, computadores), bem como de outros animais, pois existem esquilos que desenvolvem stress que, em determinados casos, poderá ser mortal. Claro que isto é uma generalidade, e como em tudo na vida, também nos animais existem as excepções à regra. Quando habituados desde muito cedo, alguns esquilos chegam mesmo a conviver bastante bem com ruídos ambiente normais, vozes e movimento. Depende muito do grau de domesticação e da própria personalidade do animal.
Uma ideia errada que as pessoas em geral têm é a de que, o esquilo vive permanentemente em pares ou grupos. Contrariamente aos canídeos, primatas ou aves, os esquilos (e em especial o siberiano) não são animais gregários. E, muito especialmente, em cativeiro.
Poderão eventualmente viver em colónias no seu meio natural, mas fazem-no por momentos curtos, essencialmente para acasalar, em vastas áreas e com grande territorialidade.
Assim, caso já se tenha um esquilo e tencione comprar-se outro, não é recomendável juntá-los de imediato. Preferencialmente dever-se-á mantê-los em gaiolas independentes, lado a lado, durante uns 15 dias, proporcionando assim uma fase de habituação aos odores e à presença um do outro. Caso não se respeite esta recomendação, é muito provável que lutem pela disputa de território até à morte. A convivência inicial deverá sempre ser acompanhada de perto.
O ideal é ter um esquilo por gaiola, pois, em casal, não convivem pacificamente. Simplesmente, suportam-se.

Os esquilos siberianos poderão hibernar quando o clima é frio (a partir dos 10ºC) ou quando há falta de alimento, reduzindo assim as suas funções vitais. Quando um esquilo está adormecido (pode parecer estar morto) a sua respiração é lenta e o corpo fica frio. Caso o esquilo não hiberne, não significa que algo correu mal, antes pelo contrário, significa apenas que não teve necessidade para tal. No entanto, se o fez, também não tem mal nenhum, pois é um comportamento comum à sua natureza.

Como animal doméstico, o esquilo ainda é visto como exótico. É dos roedores menos comuns, se bem que já começa a ser visto em muitas lojas de animais. Também já existe alimentação específica, que até então era assegurada pela dos restantes roedores terrestres (chinchilas, hamsters, porquinhos da índia...) e os veterinários, apesar de muito escassos, vão começando já a preocupar-se em especializar-se em exóticos, pois estes começam cada vez mais a entrar pela casa dos portugueses.
Para além de asseados, são silenciosos, emanam pouco ou quase nenhum cheiro (obviamente feita a limpeza regular da gaiola), comem muito pouco e não transmitem doenças ao homem.

É portanto uma boa alternativa aos comuns animais de companhia para quem não quer ter um bichinho muito exigente em cuidados ou atenção. Naturalmente se procuram obediência e convívio, não é no esquilo que a acharão.
São animais muito divertidos e eléctricos que, quando bem tratados, com paciência e atenção, poderão ser extremamente engraçados e proporcionar momentos hilariantes.

Beijocas e Abraços
Gonça

sábado, 11 de novembro de 2006

O Perfume

Finalmente nos cinemas a história de Jean-Baptiste Grenouille - interpretado por Ben Whishaw - e por Dustin Hoffman, no papel de perfumista Giuseppe Baldini.

Não querendo adiantar nada sobre o filme, até porque ainda não o vi, parece que a parte da caverna foi omissa. Confesso que no livro foi secante, mas seria interessante visualizar esse ambiente... Enfim, de qualquer forma, pelo trailer que vi, parece-me estar bastante fiel.

Ficha Técnica: Título: «O Perfume – História de um Assassino»
Título Original: «Perfume: The Story of a Murderer»
Realização: Tom Tykwer
Elenco: Ben Whishaw, Dustin Hoffman, Rachel Hurd-Wood, Alan Rickman
Género: Drama/Thriller
País: Alemanha/França/Espanha
Ano: 2006
Duração: 147 min.

S. Martinho


























Decidi rebuscar mais um dos meus textos passados, pois adequa-se à época...

"Sempre tive uma grande curiosidade em saber o porquê das coisas. Como é óbvio, não é excepção tudo que diz respeito a tradições. Assim sendo, andei a pesquisar sobre esta altura maravilhosa que é a das castanhas, água-pé, jerupiga, romãs, e o porquê do dia de S. Martinho. Ora pois então, conta-se que ia S. Martinho montado no seu cavalo quando se levantou uma grande tempestade. Avistando um mendigo a tremer de frio, S. Martinho não terá hesitado e, com a espada, rasgou a sua capa ao meio para que o homem se agasalhasse. Conta a lenda que, naquele momento, o Sol espreitou por entre as nuvens para que nenhum dos homens passasse frio. Desde então, o Verão de S. Martinho dá todos os anos um "ar da sua graça" (uns anos com mais Sol, outros com menos), sendo sempre pretexto para um magusto ao ar livre com castanhas assadas, água-pé ou vinho novo. Não se conhece a relação entre S. Martinho e as castanhas; provavelmente, será apenas uma coincidência de datas. Dia 11 de Novembro é a data da morte de S. Martinho e é sensivelmente por esta altura que nos meios rurais se prova o vinho novo, se enchem as pipas e há uma certa alegria no ar propícia a festas.Quanto às castanhas, desde sempre tiveram lugar nas mesas portuguesas. Na Idade Média, nas regiões mais desfavorecidas, os castanheiros eram até conhecidos por "árvores-do-pão", devido ao papel importante que desempenhavam na alimentação. Em regiões como a Beira e Trás-os-Montes, quando as colheitas de cereais eram fracas, as pessoas recorriam às castanhas para se alimentarem durante grande parte do ano. Em vez de pão comiam castanhas e, como os Descobrimentos não tinham ainda trazido as batatas do continente americano, as castanhas desempenhavam um papel muito semelhante ao hoje ocupado pelas batatas (ou seja, serviam de acompanhamento à maioria dos pratos). Cozidas, assadas, ou piladas, temperadas com erva-doce, recheio de patos e perús e até ingrediente de sobremesas e doces (como bolos, cremes, pudins e gelados), as castanhas aí estão para tornar mais saborosos os dias cinzentos de Outono.

A romã ocupou durante séculos um lugar importante na mitologia e nas cerimónias religiosas, provavelmente devido às suas características particulares. Foi, inclusive, considerada um símbolo de fertilidade em algumas civilizações.Este fruto, que surge no final do Outono, é tradição ser comido no Dia de Reis, 6 de Janeiro. Segundo a tradição, nesse dia devem-se guardar alguns baguinhos de romã no porta-moedas para que o dinheiro não falte no resto do ano…

Portanto, como podem ver, muitas das nossas tradições têm origem nos alimentos da época! Não há dúvida que grandes acontecimentos da História da Humanidade se passaram à volta de uma mesa recheada de iguarias. Saibamos aproveitar o que de bom a natureza nos oferece e comamos umas "quentinhas e boas" acompanhadas de vinho novo, para que esta tão deliciosa tradição perdure."

Bom S. Martinho para todos(as)!

Beijocas e Abraços
Gonça

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

Matemática & Ditados Populares

Já tinha recebido isto antes, mas desta vez não ia deixar escapar. Como acho este pensamento criativo e genial, decidi colocá-lo aqui no Blog.
Ora digam lá agora que a matemática não serve para nada??!!

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Crazy



Uma versão interessante da canção do ano, original de Gnarls Barkley, na pessoa de Nelly Furtado.


I remember when, I remember, I remember when I lost my mind
There was something so pleasent about that face
Even your emotions had an echo in so much space

And when you're out there,without care
Yeah I was out of touch
But it wasn't because I didn't know enough
I just knew too much

Does that make me crazy?
Does that make me crazy?
Does that make me crazy?
possibly

And I hope that you are havin' the time of your life
But think twice, that's my only advice

Come on now who do you, who do you, who do you, who do you
think you are, ha ha ha, bless your soul
You really think you're in control

well,
I think you're Crazy
I think you're Crazy
I think you're Crazy
Just like me

My heroes had the heart to live their lives out on a limb
And all I remember is thinkin' I wanna be like them.

Ever since I was little, ever since I was little it looked like fun
And there's no considence I've come
And I can die when I'm done

But maybe I'm Crazy
Maybe you're Crazy
Maybe we're Crazy
Probably!
Probably!

terça-feira, 31 de outubro de 2006

Furar Monsanto

















Furar foi o lema no sábado passado, em Monsanto!

O passeio começou bem.
Encontro no Solplay pelas 15:15, seguindo em direcção a Cruz Quebrada, passando depois por Algés, Restelo e, finalmente,...monsanto!

É sem dúvida um sítio muito apelativo para a prática do btt, pois encontramos lá de tudo: desde a simples ciclovia, ao trilho mais lamacento e técnico, passando pelo estradão de caruma que propicia a que se coloque a conversa em dia.
Como devem calcular, para chegar a Monsanto, temos de subir! Já nos trilhos, continuámos a subir!... o Dave já começava a achar que cumpria algum tipo de penitência, ou não deverá ser o desporto uma fonte de bem estar/satisfação??!!
Pois, efectivamente, em Monsanto, para se chegar aos melhores trilhos, temos de subir que se farta. Mas, depois vale a pena.














Depois de o coração ter passado das 210 para as 130 ppm, tonturas amenizadas, lá seguimos nós o passeio para os singletracks mais apetecíveis!

Agora sim, podemos bombar no lamaçal como gente grande, sem descurar, pois o Monsanto não perdoa a quem pensa que vai pra lá a descer à doido no meio de árvores, regos, lombas, vales, em singletracks já bastante técnicos.

Foi depois desta dose de adrenalina que o Curto decidiu dar início aos "workshops" reparação de furos!
















De um outro ângulo...


















E como não há duas sem três...!
















Como se já não bastasse, de regresso a casa e quando menos se esperava, decidiu dar cabo do restante material ( emprestado, diga-se! ), obrigando a um segundo pit-stop!















Para não dizerem que isto é tudo uma cambada de cepos, aqui fica a prova de que o passeio não foi pra meninos!


















Felizmente os restantes quilómetros aconteceram sem sobressaltos, pois até o kit remendo estava a começar a esgotar-se!
Ao fim de 33Km as pernas já começavam a acusar, mas devo dizer que foi uma volta muito fixe. Espero que da próxima vez possamos contar com mais malta, até porque há uma série de workshops que ainda têm de ser dados! :)

Em jeito de despedida, deixo um pedido ao "fura-trilhos" - vê lá se da próxima vez levas câmara-de-ar!!!
















Ao Dave e ao Curto - "Até à próxima!". Quanto aos restantes, conto convosco no próximo passeio! ;)

Beijocas e Abraços

Gonça

quinta-feira, 7 de setembro de 2006

Yo Sin Ti

Já que estamos numa de musicalidades, deixo-vos aqui a letra de um dos vocais mais lindos que ouvi alguma vez enquanto tuno, sendo um original da fantástica Tuna de Segreles.

Há ínúmeras músicas cantadas em tuna, adaptadas ou não, que por mais simples que sejam as letras, tornam-se melodicamente fantásticas, bastando para isso bons arranjos e melhores vozes.


Yo Sin Ti

Cada vez que estoy a solas
Triste estoy e me doy cuenta
Que sin ti, no hay ilusion de amor

Veo el mar, de imensas olas
Veo un sin fin, lleno de estrellas
Que sin ti, pierden su intensidad

Faltas tu, a cada instante
En la luz, del sol brillante
Yo sin ti no volva à sonreir
Como antes

Por favor ven a mi
Ven que te extraño ven
Ven a mi, toma mis manos por favor
No me dejes no, morir de amor no

Morir de amor, no me dejes no, no, morir de amor
No me dejes morir de amor
No me dejes morir de amor
Morir de amor

Segreles (1999)


segunda-feira, 4 de setembro de 2006

Ritmos Cubanos

Deixo-vos aqui uma música que gosto particularmente, amante que sou das sonoridades cubanas - "Chan Chan"- do Buena Vista Social Club